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Blog criado em 28/03/2010.

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terça-feira, 30 de março de 2010

Santa Clara de Assis


"Nobre de nascimento, mas mais nobre pela graça; virgem no corpo, mas puríssima de espírito; jovem em anos, mas amadurecida em juízo; Clara de nome, mais clara de vida, claríssima pela virtude"— Tomás de Celano.

Nasce uma Grande Luz.

Noite de 16 de julho de 1193.

A pobre mulher se contorcia às dores do parto. Suas damas de companhia e a parteira incentivavam-na, pediam força para que ajudasse a filha a nascer. Foi um parto longo e difícil. Dona Ortolana mordia uma troixinha de pano enrolado, para suportar a dor e uma das mãos apertava, fortemente, a mão da sua Aia.

— Coragem, Dona Ortolana! Força! — dizia ela.

Eu não consigo! Acho que vou morrer!

A mulher chorava...

—Vai conseguir! Tenha fé! — falava a parteira.

Nessa hora, a mulher ouviu uma doce voz. Não era nem da parteira, das damas ou da Aia. Era uma voz linda e sublime, que assemelhava-se ao toque dos sinos da Catedral de São Rufino de Assis, só que bem mais suave, parecendo o sussurrar de um anjo. A voz lhe disse:

“—Não temas, de ti nascerá uma luz que, claramente, iluminará o mundo...”

A voz desapareceu e no mesmo instante, um choro de recém-nascido cortou o ar.

Nasceu! Senhora, minha senhora! Nasceu! — comemorou a Aia.

— É uma linda menina! — anunciou a parteira.

À tensão do quarto, cedeu lugar a gritos de júbilo. As criadas também comemoravam, enquanto limpavam a criança.

— Onde está? Quero ver minha filha. Deixe-me ver... — falava Ortolana exaurida e lágrimas cortando-lhe as faces.

A mãe finalmente a teve nos braços e apertou-a contra o peito, no que a menininha logo procurou avidamente o seio farto, para receber o alimento materno.

— Como irá chamá-la, Dona Ortolana? — perguntou uma das criadas curiosa.

Ortolana lembrou-se da profética e bela voz e sorrindo, disse:

— Clara! Seu nome será Clara! A luz que veio dos céus para iluminar a minha vida! Pena teu pai não estar aqui para conhecer-te!

Lamentou-se Ortolana, cujo marido, Favarone de Offreduccio de estirpe militar e nobre, vivia guerreando longe de sua pátria, deixando a família aos cuidados de seu irmão Monaldo, durante suas ausências.

continua...

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