Visitantes no Mundo

Fico feliz em vê-los por aqui. Bem-vindos todos

Bem-aventurados os que buscam a Deus, através destas humildes linhas.
Blog criado em 28/03/2010.

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Bordoadas da vida


Meus amigos tão queridos, que sempre encontram um tempinho para visitar-me nos blogs, devo dizer a vocês e pedir desculpas por uma ausência forçada, cuja vida, no momento me impõe. Minha mãe encontra-se má de saúde, problema que, infelizmente, apareceu em sua mama e que nem gosto de falar o nome.Acredito até, que por ser uma palavra tão maldita e que já nos sentencia à morte, quando muitos a ouvem, vocês já devem ter uma idéia do que possa ser. Com isso, as idéias e a animação de escrever pra vocês, está meio que, se esvaindo. Agora só consigo pensar em minha mãe e em como fazer para ajudar ou, se Deus permitir, curar o seu mal. Terei que ausentar-me por um tempo, até essa tempestade passar. No mais, agradeço a todos que me seguem e que me acompanharam até agora e espero, muito em breve, conseguir voltar à companhia de vocês.
Por isso, mulheres que me acompanham! Não deixem de se cuidar, façam anualmente o seu check up! Previnam-se!

domingo, 11 de abril de 2010

Santa Clara de Assis

Clara Menina

E Clara foi crescendo, tornando-se uma menina obediente e graciosa. Era a alegria da casa. Ortolana não sabia explicar, mas parecia que em torno de sua filha, uma luz divina irradiava iluminando os seus longos dias de espera por notícias do marido. Monaldo já havia escrito uma carta, contando a Favarone, a boa nova do nascimento da filha. O pai de Clara, antes de partir para essa nova luta, soube que sua esposa estava grávida e ficara muito feliz; porém, teve que partir antes que a menina nascesse e não conseguiu acompanhar a gestação de sua mulher.

Enquanto isso, Clara recebia de sua mãe uma educação religiosa e civil. Por vezes, quando começara a falar, chamava de pai o tio Monaldo, no que sua mãe, docemente, a corrigia.

— Ele é tio Monaldo, não seu pai. Papai está lutando para proteger Assis. Papai é um herói.

— Cadê, papai?

— Papai vai chegar em breve para vê-la — abraça-lhe Ortolana.

Com o coração cheio de esperança, Ortolana aguardava e rezava para receber notícias de Favarone, até que uma certa manhã, Deus ouvira suas preces e ela teve uma grata surpresa. Seu marido conseguira dispensa para ver a menina, até segunda ordem, como prêmio por sua coragem e dedicação durante os longos combates que travara. Ele avistou Assis, com a antiga fortaleza da Rocca, imponente à luz do crepúsculo. Seu coração deu um salto. Logo veria sua esposa e sua filhinha.

A alegria de Ortolana a fez correr ao encontro dele.

— Meu senhor! Oh, meu senhor! Voltaste!!! Deus ouviu minhas preces!

— Minha esposa! Folgo em vê-la bem!

Ele a abraçou.

— Venha! Venha ver! Nossa filhinha é linda!

Ortolana levou-o até Clara, que brincava com Pacífica, prima sua de mesma idade. Ambas, assistidas pela Aia.

Favarone se emocionou ao ver a filha, já com cinco anos. Tão linda com aqueles cabelos louros e encaracolados, caindo-lhe aos ombros e os olhos tão vívidos e azuis quanto o céu. Beleza esta, que já denunciava a encantadora donzela que seria futuramente.

— Clarinha! Filha! Seu pai chegou! — anuncia-lhe Ortolana.

— Papai!

Ela correu para abraçá-lo.

Aquela noite, Favarone decidiu fazer uma grande festa, para comemorar sua volta e orgulhosamente, desfilar com sua filha. Chamou inúmeros parentes e amigos, das famílias mais nobres e importantes de Assis. Monaldo, insistia para que ele já escolhesse um pretendente para Clara, entre os filhos dos mais nobres.

— Por Deus, Monaldo, meu irmão! A menina ainda nem bem cresceu e já queres pensar nisso?

— O futuro tem que ser pensado o quanto antes, os nobres estão perdendo espaço para os burgueses. A nossa classe está se extinguindo, por isso, quanto mais cedo assegurarmos o futuro de tua filha, melhor será. Isso sem falar que, tua vida de combates é por demais imprecisa. Podes estar vivo agora, mas amanhã, só Deus sabe. E isso me preocupa, meu irmão.

— Eu sei disso. Talvez tenhas razão... Tens alguém em mente?

— Pensei em Paolo, filho do juiz de Assis. A família deles é nobre e possuem muitas posses.

— Muito bem, vou estreitar os laços de amizade com eles e conforme for, já tratarei disso.